BOMBA! Processo criminal da Compra de Votos volta a andar e traz risco a Expedito

O processo trata sobre a ameaça das testemunhas da compra de voto que ocorreu em setembro de 2006

No dia 21 de agosto último, a Justiça Federal adiou o interrogatório do réu Agenor Vitorino de Carvalho, conhecido como “Japa” e marcou para o dia 9 de outubro, o interrogatório do acusado Gliwelkison Pedrish de Castro. Essas duas pessoas estão envolvidas no maior escândalo de compra de votos de Rondônia, que cassou o mandato do então senador Expedito Jr.

Esse movimento na Ação Penal 562 mostra que está vivo o processo criminal que começou em 2006 e pode levar para a cadeia o candidato tucano ao governo do Estado de Rondônia, Expedito Junior.

A movimentação do processo, de acordo com interlocutores ligados ao PSDB do Estado, caiu como uma bomba no núcleo duro da campanha de Expedito. “O receio é de que o processo ande nos próximos dias e acabe de vez com as chances de Expedito escapar do processo ao conseguir o foro privilegiado”, afirmou a fonte. Confira aqui o processo.

O processo trata sobre a ameaça das testemunhas da compra de voto que ocorreu em setembro de 2006, quando o governador Ivo Cassol e o então senador Expedito Júnior teriam acionado agentes de segurança e até mesmo criminosos para uma espécie de “operação abafa”. A ideia era impedir que as testemunhas que informaram às autoridades sobre as doações de notas de R$ 100 para compra de votos para Expedito Jr (reveladas pela Operação Garoupa, da PF) negassem seus primeiros depoimentos.

Em função das ameaças, a Polícia Federal colocou as testemunhas em seu programa de proteção de testemunhas e deflagrou a Operação Pirarara, que mostrou o envolvimento do citado Japa nas ações de ameaças às testemunhas.

Japa foi preso com uma carga de 735kg de cocaína em março de 2009, em Machadinho do Oeste. Após ter fugido da Justiça, foi recapturado no Amapá em 2015, em uma operação conjunta dos órgãos de inteligência das polícias de Rondônia e daquele Estado.
Quando foi preso pela Polícia Federal na Operação Pirarara, em 2008, Japa tinha cinco chips de telefone celular, sendo que em alguns deles teria sido encontrado o número do celular do próprio Expedito Júnior.

A movimentação da Ação Penal 562 acontece exatamente a poucas semanas das eleições de 2018, quando o candidado Expedito Júnior aparece nas pesquisas com chances de chegar ao segundo turno. A preocupação do candidato, agora, é se a Justiça vai chegar antes das urnas eletrônicas.,

Madeiraoweb

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